Diz que foi a um sete de um Setembro a primeira vez que chorou. Estava a nascer. Até aos 17 anos viveu numa pequena aldeia da Galiza profunda, descubrindo e explorando uma certa inclinação a fabular noutros mundos, de preferência na Literatura e no Teatro. Depois foi viver para Santiago de Compustela, onde tinha muito pouco que chorar porque o céu deixava cair bátegas de chuva até n ão poder mais. Lá continuou a escrever e a disfarçar-se com a súbita pele dos mais variados personagens que lhe ofereciam outras vidas, outras palavras. Até hoje. Pertence à companhia de Teatro Berrobambán, vai contando contos pelo mundo (nunca melhor dito, tem participado muito em festivais de narraç ão oral pelo mundo fora) e tem publicado uns quantos livros (em portugal o "Xico" da Editora Kalandraka conta a história de um guloso rato que vai até à Lua só para provar queijo). Tendo em conta que já plantou uma que outra árvore, falta-lhe só ter um filho. Entre tanto continua a viajar. Desta vez até Aveiro.
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