“Le profésseur, le dieu de la kora”… A expressão é de Ali Farka Touré, nome maior da música africana, e foi utilizada diversas vezes a respeito de Toumani Diabaté no concerto de Touré, em Lisboa, em que teve o amigo como convidado.
Toumani Diabaté toca kora, uma espécie de harpa africana em que a caixa de ressonância é uma cabaça. E toca kora melhor que qualquer outro habitante do Planeta Terra. Já todos conhecemos a importância do Mali na história da música popular, no surgimento do blues e em todas as restantes formas de música negra. Porém, Toumani Diabaté é ainda um ilustre desconhecido entre nós, mas um dos mais aclamados instrumentistas, de qualquer estilo musical, um pouco por toda a Europa. É impressionante observar o culto de que goza junto de conhecedores dos mais variados estilos musicais.
Luís Rei escreve, a propósito de um dos discos anteriores de Diabaté, que este trabalho musical é “Leve como um pluma, repleto de pormenores como se de uma peça de cristal Vista Alegre se tratasse, New Ancient Strings prova que a cultura Griot e a música do Império Mandinga que remonta ao Sec. XIII consegue, oitocentos anos depois, ecoar modernidade sem necessitar de recorrer a elementos externos.”
A sua visita ao SET servirá para apresentar, em estreia mundial, o seu novo disco, a sair em Fevereiro de 2006, e que é aguardado com imensa expectativa. Quem já ouviu diz ser o melhor álbum de música africana dos últimos anos… |